- Ronivaldo de Moraes Ferreira
Identifico-me muito com o depoimento da escritora Danuza Leão, onde ela fala: "Adoro ler, e leio qualquer coisa que chegue às minhas mãos, de bula de remédio a dicionário". Juro que me identifiquei muito com ela, pois sou assim também. Adoro ler qualquer coisa. Acredito que de todos da minha casa (e do meu grupo de convívio) eu era o único que lia o manual do celular antes de ligá-lo... hehe... Desde pequeno tinha interesse por essas leituras "estranhas", como diziam meus amigos. penso que a culpada de tudo isso foi minha mãe. Quando pequeno, eu sempre gostei de gibis, livros de animais, etc, mas gostava por causa das imagens. Minha mãe, não se contentava em me deixar só ver as imagens, me fazia ler tudo (e eu tinha que ler para ela). Ela já me ensinou a ler um tempinho antes de começar a frequentar a escola. Ela meio que me forçava a ler de tudo. Uma lembrança que carrego com muito carinho, foi da 1ª semana de aula da 1ª série. A minha professora gostava de fazer chamada oral da cartilha (nossa, essa é velha hein... cartilha) e lembro que ela pediu para que eu lesse uma lista de palavras que vinham no início de cada aula nova (lembro que era palavras começadas com "M"). Minha mãe já tinha me feito quase decorar aquelas palavras, de tanto ler. Eu li tudo aquilo, sem engasgar. Quando terminei, a professora disse que eu já estava pronto para ir para a 2ª série. Fiquei tão orgulhoso de mim, que virou hábito ler as aulas antes de realmente chegar a elas. Pareceu algo bobo, mas pela insistência de minha mãe e aquele comentário da "tia" da 1ª série, criei um certo gosto pela leitura. Acredito que, por essa insistência da minha mãe, em querer que eu lesse tudo que via, acabei criando uma certa facilidade em ler, principalmente, textos científicos.
- Rozilmar Angela de Souza
Gostei muito do depoimento do crítico literário Antônio Candido que fala sobre as produções literárias de todos os tipos e todos os níveis, que satisfazem necessidades básicas do ser humano, enriquecendo a nossa percepção e a visão do mundo.
Minha experiência com a leitura e escrita começou quando tinha apenas 6 anos de idade, morávamos no sítio.Queria ir à escola junto com meus irmãos, pois em casa observava-os fazendo suas tarefas e chorava querendo estudar.Um dia minha mãe foi até a escola rural conversar com a professora, se eu poderia estudar,então ela autorizou que eu fosse como ouvinte, porque não havia feito matrícula.Frequentava a escola todos os dias e estudava pela cartilha CAMINHO SUAVE, lembro-me que a professora fazia os desenhos e escritas na lousa, me dedicava cada vez mais e ao final do ano letivo sabia ler e escrever.A professora disse que poderia frequentar o segundo ano,então realizaram minha matrícula do primeiro ano para dar continuidade aos estudos.Tive incentivo dos meus pais, apesar de serem analfabetos sempre nos mostrou a importância dos estudos para nossas vidas.E hoje procuro incentivar também meus alunos a ler, qualquer gênero para que possam desenvolver suas competências e habilidades.
- Rodrigo Vieira Romão
Quando trabalhei com oficinas, na escola de tempo integral tive muitas experiências com leitura e escrita. Uma delas era escrever cartas aos colegas contando um acontecimento. Os alunos discutiam os acontecimentos em sala de aula era muito interessante; assim como, esse exercício auxiliava a oralidade que por sua vez auxiliava a construção de ideias para elaboração da carta. Assim que as cartas estavam prontas, colocávamos os endereços e a sala toda ia até o correio postar as cartas. Essa experiência teve como culminância o final do ano quando escreveram uma carta para o papai noel, porque discutíamos na sala a importância de ter sonhos e acreditar neles. Portanto deveria escrever a carta para o papai noel apenas quem acreditasse nele. Nem todos escreveram, porque justificaram que papai noel não existe. Aqueles que escreveram deveriam entregá-la para o professor e não coloca´-la no correio. Com a ajuda do vice-diretor, no natal todos que escreveram para o papai noel receberam um presente( que eu mesmo comprei) e uma carta do papai noel, (que eu mesmo escrevi). Foi legal porque no outro ano eles comentavam muito felizes a experiência. E eu conclui: - Viu como tem que acreditar!
- Odete Magalhães do Nascimento Vilar
Tenho pouco tempo para ler, mas quando sobra um tempinho exercito a leitura.
Eu me lembro quando criança minha mãe teve que me levar á escola sem ter idade certa para frequentar, a professora permitiu que frequentasse como ouvinte, sendo assim o meu primeiro contato com a escrita e a leitura, passando a conhecer um um universo novo, universo da leitura e escrita.
Assim, a escrita representa nossas ideias, pensamentos e falas, e a leitura nos torna um agente transformador de vidas.
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